Perguntas Frequentes

O que é vulnerabilidade social?

Vulnerabilidade social refere-se ao conjunto de fatores socioeconômicos e demográficos capazes de reduzir o nível de bem-estar de uma determinada população, em consequência de sua exposição a determinados tipos de risco, não se limitando, portanto, à concepção de pobreza, mas inclui também a composição familiar, as condições e o acesso a serviços de saúde, a qualidade e o acesso ao sistema educacional, a oportunidade de acesso ao mercado de trabalho, etc.

O que é Ocupação Social?

O Ocupação Social é um dos Projetos Estruturantes do Governo do Estado do Espírito Santo que busca a redução da taxa de homicídios de jovens entre 15 e 24 anos, por meio de uma agenda social articulada entre poder público e sociedade civil, que amplie as oportunidades e minimizar a vulnerabilidade juvenil à violência.

Por que há um recorte do público jovem?

Hoje, mais de 40% das vítimas de homicídios no Espírito Santo são de jovens com idade entre 15 e 24 anos, com esse percentual passando de 50% nos bairros mais atingidos historicamente com a violência. Os dados levam em consideração o número total de homicídios registrados no Espírito Santo nos últimos cinco anos.

Quais são os desafios do Ocupação Social?

Obter o compromisso das autoridades públicas, fazendo com que as políticas sociais cheguem aos mais vulneráveis; envolver a sociedade civil na construção de soluções para os problemas enfrentamos pelos moradores dos bairros que concentram o maior número de homicídios, historicamente, no Estado; engajar os moradores dos bairros na participação dos projetos e no monitoramento das ações que serão ofertadas para melhorar as condições e oferecer novas oportunidades.

Quais são as metas do Ocupação Social?

Diminuir a taxa de homicídios de jovens, especialmente na faixa etária de 15 a 24 anos; reduzir o abandono escolar e aumentar o percentual de jovens estudando e/ou trabalhando.

Como vai atuar?

A atuação tem como premissa necessária a construção e/ou adequação de ações, projetos e programas que envolvam o poder público e a sociedade civil, principalmente os moradores dos bairros inseridos no Ocupação Social.

Quais são os bairros?

Inicialmente, 25 bairros de nove municípios do Espírito Santo farão parte do Ocupação Social. São as áreas que concentram o maior número de homicídios, no Estado, historicamente, além de altos índices de vulnerabilidade social e de vulnerabilidade juvenil à violência.

Serão sete bairros na Serra: Feu Rosa, Vila Nova de Colares, Jardim Carapina, Novo Horizonte, Planalto Serrano, Bairro das Laranjeiras e Central Carapina; cinco bairros em Vila Velha: Barramares, Ulisses Guimarães, Boa Vista (I e II), São Torquato e Santa Rita; quatro bairros em Cariacica: Nova Rosa da Penha, Nova Esperança, Flexal II e Castelo Branco; um bairro em Vitória: Nova Palestina; um bairro em Cachoeiro de Itapemirim: Zumbi; dois bairros em Colatina: Bela Vista e Ayrton Senna; dois bairros em São Mateus: Vila Nova e Bom Sucesso; dois bairros em Linhares: Aviso e Interlagos; e parte da área urbana de Pinheiros, nono município incluído no Ocupação Social.

Como foram definidos os bairros?

O histórico de homicídios, em especial dos últimos cinco anos, ajudou a descobrir quais os bairros concentravam um número maior de homicídios, no Estado; além de considerar quais municípios com maior concentração de homicídios teriam áreas incluídas no Ocupação Social. Ainda foram analisados número de homicídios de jovens, nesse mesmo período histórico, e dados de indicadores sociais que avaliam renda, educação, condições de moradia, entre outros critérios de vulnerabilidade.

Quais as etapas de implantação do Ocupação Social?

Após definido os lugares, é realizado um diagnóstico de cada bairro para ajudar a identificar quais são as demandas de cada região e, dessa forma, desenvolver junto com os moradores um plano de ação que atenda aos anseios de cada localidade.

O primeiro passo do diagnóstico consiste em identificar as características de cada bairro, por meio do mapeamento e georreferenciamento de todos os logradouros (ruas, escadarias, avenidas, becos e vielas), enquanto é feita uma pesquisa de opinião com pelo menos um morador de cada logradouro mapeado.

O segundo passo está na entrevista com os jovens que saíram da escola, nos últimos oito anos, com o objetivo de descobrir qual é o perfil desse jovem, o que ele gostaria de fazer no bairro em que mora, quais são seus sonhos para o futuro, etc.

A terceira fase envolve as entrevistas com os atores chaves dos bairros, identificados durante o mapeamento das ruas, que incluem os responsáveis pelos equipamentos públicos, os líderes comunitários, os líderes religiosos, os líderes jovens, os comerciantes e os moradores mais antigos, os responsáveis por projetos sociais, entre outros.

Com os estudos de campo concluídos, e o plano de ação elaborado junto com a comunidade em cima dos dados levantados pelo diagnóstico, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH) passa a acompanhar, monitorar e analisar os resultados das atividades que serão desenvolvidas para e com os moradores dessas localidades. A partir dos resultados é debatido junto com os gestores de cada atividade e junto com a comunidade quais as possibilidades de promover melhorias nos projetos, nas ações e nos programas ofertados.

Quem pode apoiar o Ocupação Social e fornecer as atividades?

Todos podem apoiar e oferecer ações, projetos e programas aos bairros do Ocupação Social. Secretarias e autarquias de Estado e dos municípios, instituições religiosas, entidades de classe, sindicatos, instituições privadas, empresas, organizações do terceiro setor, instituições sociais, ONG’s, associações de moradores, grupos de comerciantes, coletivos, entre outros apoiadores.

Como as ações serão avaliadas?

Cada projeto, programa e ação participante do Ocupação Social vai ser avaliado por meio indicadores que ajudem a medir o alcance das atividades desenvolvidas e se a ação atingiu o objetivo de envolver os jovens e de levar uma nova oportunidade a ele que o ajude a voltar a estudar e/ou a conseguir uma renda. As atividades que não atingirem suas metas serão reavaliadas e, se possível, adaptadas para atender melhor às demandas dos moradores.

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